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Vamos Falar de PILATES?
23/02/2017


Quando pensamos em programar uma aula de Pilates, dentro da aplicabilidade de todos os princípios, muitas dúvidas surgem em nossa cabeça. Dar uma boa aula de Pilates é uma tarefa nada fácil visto que muitos dos nossos alunos acabam chegando com algum desconforto ou dor a qual imediatamente precisamos modificar nossa conduta e, toda nossa aula deve ser repensada.

Pilates não é fisioterapia isso já sabemos, nem academia por sinal. Pilates vai além disso. Pilates é uma perfeita conexão entre o teu corpo e tua mente e por isso ele precisa ser tratado com todo carinho, pois são estímulos eficazes que proporcionamos ao corpo do nosso paciente e, se esse estimulo não for feito de forma correta, podemos correr o risco de não estarmos tão seguros de um resultado mais prazeroso.

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            Para programar uma aula, aqui no Studio pensamos em diversas situações: MOBILIDADE, ESTABILIDADE, FORTALECIMENTO E FLEXIBILIDADE. Para nós essas são as palavras chaves que norteiam o nosso atendimento além de ser nessa sequencia que buscamos o ganho com nossos alunos.

Não adianta queremos ganhar Flexibilidade em segmentos instáveis, pois a própria instabilidade gera desconfortos e dores, então porque alonga-lo nesse momento? A MOBILIDADE é um ganho bem considerável na busca pela ESTABILIZAÇÃO. Mobilizar UNIDADES FUNCIONAIS fazem com que nosso Sistema Nervoso Central “acorde” os músculos mais profundos, adormecidos ou com preguiça de contração antecipatória ao movimento. Essa musculatura é importante ter a sua funcionalidade readequada visto do papel importantíssimo que ela desempenha nos segmentos da coluna por exemplo.

Músculos como Multifídios, que geram um trabalho primário somado ao recrutamento dos cabos de forças, os extensores, geram a nossa coluna um ganho potencial na busca por uma estabilidade segura e eficaz. Então de nada adianta querer alongar segmentos adormecidos e que não tem papel de movimento, mas sim de aumento de segurança.

Depois de readequar a estabilidade ai sim podemos entrar com esse ganho concomitante de Flexibilidade e Fortalecimento, pois de certa forma a ativação do subsistema neural de estabilidade fora reestabelecido. E isso demora??? Sim, demora um certo tempo de readequação, visto que o aprendizado ou o reaprendizado se ganha pela repetição, afinal, como você aprendeu a andar de bicicleta? Repetindo, caindo, automatizando....e assim será nos movimentos de Pilates... Repetiremos para podermos automatizar e para podermos evoluirmos dentro dos níveis cognitivos de aprendizado.

E porque isso é importante? É importante para não passarmos precocemente de fase e para não estragarmos o aprendizado futuro. Estar no nível BÁSICO do método não quer dizer que você é pior do que está no nível INTERMEDIÁRIO. São níveis de aprendizados diferentes que cada qual tem a sua importância. Sabe aquela premissa que o MENOS é MAIS, pois é, no Pilates devemos levar em conta isso, tudo o que contraímos em excesso é desnecessário e de perda de energia, pois sabermos exatamente o que utilizar no momento certo é o que proporciona uma aula prazerosa e de resultados duradouros.

Então vamos pensar juntos, primeiro MOBILIZAR, depois ESTABILIZAR para depois ALGONAR E FORTALECER, certo? Em termos sim, mas se pudermos abrir nossa zona de conforto e ir além desses princípios podemos proporcionar encontros extraordinários entre corpo e espirito, transformando o método em algo muito além daquilo que achamos ser que é a Fisioterapia ou a Ginástica Localizada. Vamos portanto abrir nossa mente na busca por um aprendizado eficaz e parar de pensar que o nível BÁSICO é MENOS, pois ele é o principal aliado para uma construção segura de um movimento alicerçado em conhecimento e ciência.

Essa é a visão que trabalhamos aqui, ela não é única, ela não é soberana, mas pode auxiliar na construção do teu aprendizado.

Por Jacson Bonafé

Fisioterapeuta, Instrutor de Pilates PMA CPT

Aluno da turma AA PMMP Lolita San Miguel – EUA.


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